Mar da Poesia


Hoje temos um poema espelhado. Por falta de espaço, segue abaixo, 'o espelho'

  

POESIA DE AMOR ETERNO 

 

Não importa para onde irás,

Não importa para onde irei.

Vou continuar sempre te amando:

É assim que te direi,

Se a vida (para um de nós dois) estiver terminando.

 

Em eterno uníssono composto,

Nosso amor prevalecerá.

Teremos então o destino imposto

De um freixo, a sombra nos acolherá

 

Eu pedirei perdão se fizer corar teus traços,

Em lasciva sonoridade de banjos

Quando enfim estiveres em meus braços,

Trombetas serão tocadas a ti, por anjos

 

Para ciúme de flores, frutos e sementes

Peço-te: leiamos pelo mesmo breviário

Ao beijar teus lábios puros e inocentes,

Com meus lábios  em furor incendiário.

 

Cascateando descer sobre um botão de rosa

Será inolvidável vê-los,

Será um feito: Uma maneira preciosa,

Minhas mãos tocando teus cabelos.

 

Ao sentir junto ao meu, o teu corpo amante

Quero  um dia ser feliz!

Bendizendo meu desejo passante,

Bendigo este amor, que não desdiz.

 

Tal qual reluzente estrela,

Piscando etérea em noite calma,

Minha poesia, quis fazê-la

Expondo aqui toda minh’alma.



Escrito por Jeanete Ruaro às 11h20
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Expondo aqui toda minh’alma

Minha poesia, quis fazê-la.

Piscando etérea, em noite calma

Tal qual reluzente estrela.

 

Bendigo este amor que não desdiz,

Bendizendo meu desejo passante.

Quero um dia ser feliz!

Ao sentir junto ao meu, o teu corpo amante.

 

 

Minhas mãos tocando teus cabelos,

Será um feito. Uma maneira preciosa.

Será inolvidável vê-los,

Cascateando, descer sobre um botão de rosa.

 

Com meus lábios em furor incendiário,

Ao beijar teus lábios, puros e inocentes,

Peço-te: leiamos pelo mesmo breviário,

Para ciúme de flores, frutos e sementes.

 

Trombetas serão tocadas a ti por anjos,

Quando enfim estiveres em meus braços,

Em lasciva sonoridade de banjos,

Eu pedirei perdão, se fizer corar teus traços.

 

De um freixo, a sombra nos acolherá,

E teremos o destino imposto.

Nosso amor prevalecerá,

Em eterno uníssono composto.

 

Se a vida (para um de nós dois) estiver terminando,

É assim que te direi:

Vou continuar sempre te amando.

Não importa para onde irei,

Não importa para onde irás.

 

JR. 08-2003

  Glossário= Freixo =árvore da família das oleáceas.

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 11h15
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LEQUES DA CORTE

 

Se as estrelas, esses cristais gelados

No fim da noite já vão sumindo,

Desejo e ânsia se vêem aplacados

Galga então o azul tão sideral, o sol,

Que em mil faíscas já vem surgindo

 

E num cortejo de minuetos alados

As borboletas, imitando colibris

Vão beijando rosas... dálias...

Alvos lírios imaculados...

E suas asas, de várias cores tingidas

São os leques da corte:

Fechando, abrindo...

Fechando, abrindo...

 

J/R  11/02/04

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 23h00
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Foto: Euroguia-

 

 

Na luz azulada da manhã

meu olhar pintou-se de jardim

Percorreu os canteiros da infância,

e nos quatro cantos da velha casa de arcos,

acompanhou Carolina. Jogou Cinco Marias,

suspendeu os gerânios da varanda,

e cirandou mais uma vez..

 

No entardecer, juntou as mãos

e formou fantasmas de sombras

nas paredes. Depois, lentamente

soprou o lampião das lembranças,

e guardou-se  no escuro.

O rosto túrgido por salpicos de sal,

tentava em vão esconder as gelhas.

 

J/R 2004

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h31
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ESTAÇÃO DE ENRAIZAR

Na tarde dadivosa

de veranoso

mormaço temporão,

o amor outonal

adoça nossos corpos.

 

É estação de enraizar.

 

É paixão outonal sem torrente,

nem sofreguidão pela posse

É terra que se entrega

ao perfume poético do cio.

Vertente de pré-inverno, pré-estio

 

É fruto que já sorvemos

e continuamos a sorver

Semente que já semeamos,

lentamente, com a sabedoria

de quem aprendeu a viver.

 

J/R 2004

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h05
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Hoje estou triste. Só isso

Deep touch

 

Em meus olhos, ‘chuva fina’

vem da saudade da infância

Dos folguedos de criança

e das brincadeiras  de menina

                *

Em meus olhos, ‘chuva forte’

vem de agora

Flecha fincada no peito

(tuas mãos impõe o arco)

Mágoas guardadas, e medo,

aos poucos vão delineando o rastro

A água vai molhando a alma,

a vida vai perdendo a calma,

e a chibata do desencanto

grava o seu marco.

A mente embotada...

vai virando um charco!

 

J/R  2004



Escrito por Jeanete Ruaro às 23h08
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LUAR VIOLETA

 

 

 

Esta fase do amor é bonita demais

Posso me transformar em sereia

jogar o meu charme, escamas na areia...

Ver refletida da lua cheia, a cor  violeta

Derramada  seleta:  a ti e a mim

 

Posso ver teus olhos,  singrando meu corpo

tal qual uma gôndola, cruzando Veneza

Com tua mestria rompendo a represa

unir bem de mansinho, o rio com  o mar

 

Rompendo as nuvens, agradável surpresa,

grossas gotas de chuva explodindo em bolhas.

Nós dois em valente corcel, cavalo com asas

rumando ao infinito. Olhos de fé,

corpos em brasas, conjugando unidos,

 juntinhos para sempre, o  verbo amar.

 

J/R  2004


 



Escrito por Jeanete Ruaro às 12h58
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BOCAS ESCRAVAS

 

E caiam

as horas,

como descuidosa

brisa leve

que consente

a queda das pétalas

de uma rosa

ao brilho do sol.

 

E foi no entardecer,

a alegria consentida.

 

Isentas de pejo,

receios ou cansaço,

nossas línguas,

colibri com ruflar de asas

( que cada cantinho

da flor desbrava ),

tornaram nossas bocas

uma da outra,

escravas.

 

J/R 2004

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 16h48
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Noz II

 

Passas por mim. Teus passos,

Em largas passadas

Afio as cordas vocais

Lanço o laço e solto o grito.

Com apenas três das vogais,

Como em nós está gravada

Cravada entre laços e nós,

Tua alcunha ecoa,

Na minha voz.

 

De novo, entre nós

A distancia é imensa.

Desatados os nós,

Nem ouves meu grito

Dos braços às braçadas

Desabo (a noz)

Entre o infinito e o cais

Em ondas de nós atados,

Há entre nós,

Um imenso mar de nós sem fim.

 

17/07/03

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 14h37
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Foto:Óleo sobre tela 60x80  Trabalho executado pela autora do blog.

 

SIMPLES

 

Hoje quero tudo bem simples

O mais simples que houver.

Quero teu olhar tímido de lua,

tua boca úmida  de chuva,

teu corpo sabor doce, de mel

 

Banhar-me hás de prata

Minha saliva será cascata

e meu corpo se fará favo.

E em concubinato

sem assinatura ou contrato

serás apenas meu homem,

e eu, simplesmente tua mulher.

 

09/05  J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 15h31
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Para quem gosta de contos: Um conto eu conto.

GAVETÃO 84

 

Sexta-feira, 18hs30ms. Tráfego intenso. Hora doRush na avenida. Os motores roncam sua fome voraz. Alguns motoristas tamborilam nas direções os minutos perdidos do happy-hour. Outros almejam o recesso do lar. Na calçada, um burburinho se forma em torno de um jovem muito magro, que está caído sobre a calçada e se contorce em espasmos. A dor lhe é inerente. Não há sinais de sangue ou atropelamento. Algumas mulheres param e gesticulam. Ninguém o toca. Outras vêm arrastadas por seus filhos. Por  pequeninos rostos onde a curiosidade e a inocência se mesclam com estranha fixação. Um condutor freia, observa, e parte. Os pés do moço, totalmente descontrolados e inquietos, batem, um no outro de maneira incessante. O peito arfa. Em instantes, o tórax eleva-se alguns centímetros do chão e torna a baixar. Movimentos rápidos, como se estivesse sendo submetido a eletrochoques. Aproxima-se uma mulher trajando preto. Livro nas mãos, sob o sinal da cruz, as palavras vêm do céu:

-Salvai-o Senhor, ele é nosso irmão!

Ninguém o toca. Os meninos que estão ao redor observam.  Impacientes, eles chutam as canelas uns dos outros. Dezenas de carros passam. Apenas um condutor para. Observa o moço. Não o toca. Munido de celular, desfila sobre a calçada. O telefone na mão lhe dá um ar superior naquele momento. Nota-se perfeitamente  na imponência de seus passos: “Com meu celular, eu resolvo o problema”.Ajuda solicitada, ele segue seu destino. O happy-hour o aguarda. A mulher o aguarda. Todos aguardam uns aos outros. O moço aguarda socorro. A gosma branca que se formara em sua boca, já não consegue aguardar e se liberta. Da janela do primeiro andar eu quero gritar que lhe segurem a língua para que não sufoque, mas, a voz do emprego me ordena em bom tom: -Afira novamente a temperatura. -Com cuidado eu toco o meu paciente. Ninguém ainda tocou o moço. Enluvada, retiro cuidadosamente do orifício sub caudal do pequeno e valioso cão da raça Lhasa Apso originário da Tailândia, o termômetro.  A febre cedeu. Dona Lucy, a proprietária  do animal cessa seu pranto convulso, e é acompanhada pelo meu empregador até a porta de saída, com palavras gentis.

- Não se preocupe, o socorro veio a tempo e evitamos  o progresso do infarto. Domingo ele estará em casa, são e salvo. Mas lembre-se: não dê muita comida. Ele está obeso! –diz o veterinário, embolsando a generosa quantia de  1.600,00 Reais pelo atendimento, e uma leve fagulha, –este fim de semana rendeu!- baila em seu olhar.

Cinqüenta e cinco exatos minutos se passaram e o socorro chega para o moço. A sirene da ambulância  grita pela avenida afora seu clamor de desculpas pela inépcia do retardo.

Domingo...

Royal Straight Flush! A mão fechada de dona Lucy ergue-se triunfal, e os amigos aplaudem.

O pequeno Lhasa já está curado! Ele corre lépido ao redor da piscina, e acaba de aceitar afinal, um osso chicle, embebido no sangue do suculento churrasco, que acontece em homenagem à sua recuperação. Todos riem.

No corredor do hospital, na maca improvisada, os pés do moço estão aquietados.A enfermeira apalpa-lhe a jugular, o desentuba, e grita por cima do ombro:

- Fagundes! Vai até a ‘geladeira’ vê se tem lugar pra mais um, e traz uma etiqueta com número de identificação.

Fagundes tem pressa. É domingo. Os filhos o aguardam. O futebol e o riso o aguardam.

 As rodinhas da maca deslizam rápidas guiadas pelas mãos de Fagundes.  Nos pés do moço, roxos e definitivamente quietos, rodopia a ficha com o destino do aguardo: ‘Gavetão 84’ da Santa Casa de Caridade Nossa Senhora da Saúde. Não há nenhuma outra identificação, e ainda ninguém chorou por ele.

J/R  2004

 

Nota :O nome da instituição hospitalar é fictício. Semelhança é mera coincidência

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 09h57
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Eflúvio

Siga o eflúvio da água 

Tépido jorro de torrente refreada,

e prenda-se aos cabelos das

corredeiras dos desejos.

 

Calcule a tatuagem do amor.

Negue na mente os ávidos

dentes da ausência, riscos lanhos

e doridos sobre a pele,

e prepare-se em atos antecipados.

 

Deslize o momento –O antes-

arribe as saias das velas

e ante a luz bruxuleante,

muna-se de um vento febril,

e reaqueça o brilho das tulipas.

 

Sorva um vinho como antepasto,

e envolta (o) pelas brumas do chuveiro,

antecipe o seu legado:

deixe na superfície embaçada do espelho

um beijo estampado.



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h15
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Na cadeira as rodas

no olho parado

o fio do tempo

que o esvaeceu.

 

Na boca a ausência

do sorriso largo

guarda o esboço do aguardo

do beijo que há anos

ninguém mais lhe deu.

 

Na mente um anjo

com asas de luz

conclama o corpo

a subir para o além

 

Num raro momento

de lucidez

com o terço entre as mãos

a lagrima é chama

a arder sobre a tez.

Amém.

 

03/05/04  19:20h

          Poema inspirado em notícia sobre idosos abandonados.



Escrito por Jeanete Ruaro às 00h00
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Foto: Clientes/netvision

 

CAVILHAS, CANGALHAS E CANZIS

Apanhei na estante o livro A Linha de Sombra, de Joseph Conrad, e  de imediato exerci uma das minhas manias: abri o livro de trás para frente. Não sou idiota a ponto de ler o final de um romance antes do princípio, mas gosto de verificar na contra-capa,  dados do autor, ano de lançamento e possível glossário. Encontrei a palavra ‘cavilha’, e no mesmo instante voltei  à velha casa de arcos,  que abrigou minha infância.

 

Tóc, tóc, tóc  O facão afiado descia ritmado, guardado pelas mãos fortes de meu pai sobre um tosco pedaço de madeira. Cavacos claros de Peroba, começavam aos poucos a salpicar a grama. O meu interesse começava a aumentar à medida que parecia estar ali, um céu verde crivado de estrelas esbranquiçadas.  (Creio que ali podia ter começado minha primeira composição, se já soubesse escrever.) Aos poucos, o facão amainou o ritmo, depois  silenciou.

- Pronto. A tarefa está acabada. Já fiz as cavilhas e montei a cangalha. Já podemos colocar a canga nos bois, e ver como ficou.   –disse meu pai ao meu avô, que observava silente com seu ar inspetor, recostado com seus ombros cansados na parede da casa.

- E os canzis? -manifestou-se -Faltam os canzis! sem eles, tu não podes prender a cangalha no pescoço dois bois.

Meu pai resmungou num entre dentes: –Hãn...sempre falta alguma coisa!

-Não filho. Não é bem assim. Todas as coisas precisam se completar para estarem certas. Se por um lado falta algo, por outro lado algo sobrará. Senão veja: Se faltarem alimentos, sobrarão famintos. Se faltarem empregos, sobrarão desempregados. Se faltar Governo sobrará o desgoverno.

 

Sábias palavras aquelas, pai. Hoje já me faltas. As gotas salgadas que estão sobrando em meus olhos, teimam em associar-se à chuva que cai lá fora.

 

J/R   2003   

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 16h00
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