Mar da Poesia


Nada emudece minha voz

Não há anjo que a desencontre

de teus ouvidos

Nada despermanece  as estrelas

por mim desalojadas, que dispus

acopladas no céu da tua boca

Não há deus que cerre

vagarosamente as cortinas

do meu sorriso

Nenhuma distância impede

meus braços, feixe de nervos

estendidos ao estertor,

o enlace à teu corpo

Não sou exata

Nunca serei igual a alguém

Tenho a largura do sonho

Te amo

de maneira desmesurada.

    

2004-09-30

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

Avança...

com tua mão impaciente

sobre meus cabelos

Alcança-os

Faz dos que enconchas, réstia

Trança-os

Amansa-os

Derrama-te sobre eles

em anelos

Depois exulta:

Ao estancarmos

à beira de um instante

no grito do crepúsculo

grávido de cores,

somos o mel, o suco e o sêmen

eternizados, na luz

da arte de fazer amor.

 

J/R 09/04

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 23h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




      D        O        R

   

 

A        M       O        R

 

                  D

 

            

               Perversas

Três letras insistem em me machucar:

                    Dor

 

   

                 Ingratas

Quatro letras insistem em me ‘balançar’:

                   Amor

 

              

                 Mesquinhas

Sete letras insistem em sabotar minha razão:

                  Coração

 

 

    J/R

               



Escrito por Jeanete Ruaro às 14h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Haverá no mundo

coisa tão simples e bela,

como as acácias no início da primavera

iniciar sua florada amarela?

 

Haverá no mundo

coisa tão simples

como dividir meu coração em dois,

entregar aos amigos a parte latente,

a que palpita, a que rejeita flores de aço,

a que quer dar à todos meu abraço

(aquele abraço que segue abraço-abraçando

pela vida afora)

que fala com imagens, metáforas,

e muitas vezes sequer se faz entender?

Aquela parte que é mel,

que doura a luz do sol no poente

que colhe um beijo doce e suave,

e que cata a lágrima antes que caia

para que não encharque o solo

ou vire uma fonte?

 

Dividido em dois, meu coração,

entrego a parte boa aos amigos

A parte ruim que a mim mesma fique

Se for demais a ventania,

e virar tempestade...Que apenas eu, grite!

 

   J/R 21/09/04

 

Em tempo: uma explicação pela colocação da bandeira do Rio grande do Sul no post de ontem, sem nenhuma palavra alusiva. Comemoramos ontem no R/S, o Dia da Revolução Farroupilha. Data que nos é cara, foi feriado, e teve desfile em diversas cidades. Escolhi a imagem e estava escrevendo algumas palavras sobre a data quando ocorreu um forte temporal. Chuva de granizo, ventos fortes, e relâmpagos e deu tempo apenas de clicar salvar e publicar e zas! se foi a conexão telefônica.

Apenas Cristiano Silva que é gaúcho também, acertou em seu coment, com um trecho do nosso Hino.

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 22h56
[   ] [ envie esta mensagem ]






Escrito por Jeanete Ruaro às 10h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Podes tudo pensar, tudo criares

em histórias e cantos singulares,

o que  o sonho não pode, a alma não deve,

 

-e ainda assim, hás de ver que não és louco,

que tudo que pensaste é nada e é pouco

ante o que a própria vida vive e escreve!

 

  Autor: J. G. de Araújo Jorge

 

Com esta mensagem, deixo o meu blog em suspenso sine-die.

Agradeço de coração aos amigos  que gentilmente sempre compareceram,

leram  e comentaram minhas parcas palavras. Não sei por quanto tempo

ficarei sem postar. Não é saída estratégica para marketing, ou afastamento

para template. Na medida do possível, lerei os amigos. Quando algumas

intempéries estiverem sanadas, (não sei quando alma ferida cura!) eu retorno.

 

 Um grande beijo à todos

     Jeanete

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 16h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Poema espelhado

 

Sou figo ao avesso

Gomo de veludo

Flor carnosa

Enrubescida

Ao teu desejo

Enredada

Entrego-me...

Néctar puro

      *

Néctar puro

Entrego-me...

Enredada

Ao teu desejo

Enrubescida

Flor carnosa

Gomo de veludo

Sou figo ao avesso

 

  J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 00h18
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Sul, SAO LEOPOLDO, CENTRO, Mulher, de 56 a 65 anos, Portuguese, German, Arte e cultura, Informática e Internet
Histórico
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/06/2004 a 30/06/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004
  01/02/2004 a 29/02/2004


Outros sites
  >>Prosa&Verso encadeados<<
  Blue eyes- Lisieux
  Carlos Besenr
  Álvaro
  Anucha Mello
  Crys
  proseando com Mariza
  Palimpnoia
  Neusimari
  Antes fosse agora
  Ricardo Mann
  Ardeamor
  Bragalia
  dbellentani
  Graças
  Digressiva Maria
  Fala Poética
  luiz Tarciso
  Fragmento
  Agrestino
  Concretismo
  Lu-letras divrsas
  Loba
  Poesia&cia
  Poesia sim
  hotwheels -Mário
  Bel- belavida
  Dora Vilela
  Alex
  Ponto- Gê Geórgia
  Ponto De Vista
  Palavras ao vento
  Retalhos- Dora Vilela
  Escondidas
  Empórium
  José Maria Poesias
  Kátia Maués
  Retalhos e pensamentos
  Colcha de retalhos -Dora
  Rogério Simões- Poemas
  Mário Cézar -Coivara
  Zumbi escutando blues
  Diana Dru- Entre laços e nós
  Leo
  Revelações- Dequinh@
  Pinho
  Uma janela para o mundo
  Jucier
  Márcia Maia
  Marcia Maia
  Adelaide Amorim
  Weder poeta
  Lu -poetar
  Andre- Quintaldecasa
  Poros e cendais- Antoniel
  Espaço livre- Julia
  Dira Vieira
  Poligrafia
  Moacy Cirne
  Canteiro de obras
  Maria Borges
Votação
  Dê uma nota para meu blog