Mar da Poesia


Venha à minha mesa

Conte-me alguns segredos

Não peça o meu relógio

Nesta hora, esqueça das horas

 

Desfrute como sobremesa,

as fatias do tempo

Traga a escova de dentes

 

Com tintas de aurora

tente colorir álacres de fantasia

Pergunte se substituí

da vida os temores,

pelo sol, que tudo abrasa

com seus tambores

 

Crie lúdicas luzes de néon

E anjos de papel crepom

Ria comigo e deixe que eu ria

Assim como a imagem,

almoço, cor, luz e aragem...

Tudo pode ser poesia

 

J/R   10/2004

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 18h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

 

Teus lábios

são lascas de sol

Obscenamente cálidos

aquecem a distância

e queimam

(Minha boca arde)

quando próximos

em excesso

 

Há luz imensa na rua

Sob teu fascínio

ainda...

Meu  mundo finda

E recomeça

E nem ouso perguntar

de onde vens

 

 

 

1)DICA aos amigos que me lêem: Procurem ouvir o jovem Yamandú Costa ao violão. O moço é fantástico. Um virtuose.

     

     2)Parabenizo a todos que foram agraciados com o Troféu Cultura Gaúcha, e em especial, meu querido primo Telmo Lauro Müller, eminente historiador, que  dedica sua vida a pesquisa da verdadeira história dos antepassados e dos habitantes do Vale dos Sinos.

Escrito por Jeanete Ruaro às 16h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

Com quantos calos nosso olho chora

a longa estrada do inverno?

 

Quantos laivos primaveris são

necessários

para parir o amor?

 

 

O verbo cala

O olho espreita

A boca rasga

(um sorriso estreito)

 

Lá no alto

peneiram-se nuvens

 

Por perpasse do ló,

pacientemente

o céu está parindo

o sol

 

Parto natural

sempre  é demorado

 

No aguardo

da estação do amor,

‘primavereio’

Olor de orquídeas

 

J/R  2004

 

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 15h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ao seio do mar

 

Que voltem os peixes

Que voltem os corais

Que a brisa se aloje

E domine o vento.

Que eu me traga doce,

Mesmo que em pensamento

Ao seio do mar.

Driblando as ondas

 Madrugada pura

Gasoso estado

Eu seja o sereno,

A te amar...amar...

 

J/R

 

 

 

 

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

Curtas

 

Acre-doce

 

Teus lábios de mel

Teus olhos de jabuticaba:

Minha sobremesa acre-doce.

 

Medida

 

A água que bebo

não mede minha sede

)a saudade é o metro(

Sacio-me no teu corpo:

Líquido na medida certa.

 

J/R 2004



Escrito por Jeanete Ruaro às 09h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Enrolando cirandas

Tela: A. Schnaider

 

Tão veloz o tempo flui

são tantas vidas numa vida

A infância é esperança

A juventude o desassossego

não espera...

tem pressa  demais.

Com chispas de lua,

insinua-se a idade madura

Rabo de cometa, solar diadema,

Ritmo e emoção pura

Tudo é asa de poema

Amor é eterno...eterno enquanto dura

Tento enrolar cirandas

Guardando cada fonema

De tantos ‘eus’ que já fui,

só enrolo os carretéis dos meus ais.

 

10/2004



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




 

Quanto mais se distendem

os colchetes do tempo

mais se estreitam

os parênteses da vida

            *

De tudo que é nosso,

quero apenas guardar as estrelas

que aglutinei em teu sorriso,

como esparramada aureola

no céu de meus olhos

Depois...

mansamente adormecer azul.

 

J/R

 

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 10h25
[   ] [ envie esta mensagem ]




Imagem: O menino e o cão. Óleo sobre tela 60x80 

de minha execução.

 

Contrato findo

 

No espelho

o reflexo desconexo

estampado

No papel, o contrato

descontratado

Na vida,

um caso de amor

encerrado

Pelas mãos da mãe

segue o fruto

descompassado...

No olhar úmido

o sal acendeu a luz.

Deseja-se decifrar o futuro,

que  está criptografado.

Escrito por Jeanete Ruaro às 10h05
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Sul, SAO LEOPOLDO, CENTRO, Mulher, de 56 a 65 anos, Portuguese, German, Arte e cultura, Informática e Internet
Histórico
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004
  01/06/2004 a 30/06/2004
  01/05/2004 a 31/05/2004
  01/04/2004 a 30/04/2004
  01/03/2004 a 31/03/2004
  01/02/2004 a 29/02/2004


Outros sites
  >>Prosa&Verso encadeados<<
  Blue eyes- Lisieux
  Carlos Besenr
  Álvaro
  Anucha Mello
  Crys
  proseando com Mariza
  Palimpnoia
  Neusimari
  Antes fosse agora
  Ricardo Mann
  Ardeamor
  Bragalia
  dbellentani
  Graças
  Digressiva Maria
  Fala Poética
  luiz Tarciso
  Fragmento
  Agrestino
  Concretismo
  Lu-letras divrsas
  Loba
  Poesia&cia
  Poesia sim
  hotwheels -Mário
  Bel- belavida
  Dora Vilela
  Alex
  Ponto- Gê Geórgia
  Ponto De Vista
  Palavras ao vento
  Retalhos- Dora Vilela
  Escondidas
  Empórium
  José Maria Poesias
  Kátia Maués
  Retalhos e pensamentos
  Colcha de retalhos -Dora
  Rogério Simões- Poemas
  Mário Cézar -Coivara
  Zumbi escutando blues
  Diana Dru- Entre laços e nós
  Leo
  Revelações- Dequinh@
  Pinho
  Uma janela para o mundo
  Jucier
  Márcia Maia
  Marcia Maia
  Adelaide Amorim
  Weder poeta
  Lu -poetar
  Andre- Quintaldecasa
  Poros e cendais- Antoniel
  Espaço livre- Julia
  Dira Vieira
  Poligrafia
  Moacy Cirne
  Canteiro de obras
  Maria Borges
Votação
  Dê uma nota para meu blog