Mar da Poesia


Validade vencida

Decidi reler alguns contos nos arquivos do meu pc. Descobri que um conto que escrevi no final do ano de 2003, já está com a validade vencida. Versa ele, sobre uma mulher que coloca a máquina de lavar louça para funcionar, senta-se em frente a ela e fica observando a pazinha giratória e o termostato em rotação. Enquanto observa faz uma análise da sua vida conjugal, nada boa, e traz à tona lembranças da infância. Nesse ínterim adentra a cozinha a filha, com a qual ela mantém uma relação estranha, um misto de amor e ódio. A filha lhe anuncia eufórica que está grávida. Nada demais, se a menina não tivesse apenas 15 anos, e soubesse quem é o pai da criança, de vez que ‘ficou’ com um skeitista, um cdf do colégio e um moço tatuado. Este último numa rave.

15 anos! É justamente aí, na idade da menina, que meu conto perdeu o prazo de validade!

Não sou noveleira, mas tenho acompanhado algumas peripécias do personagem Lady Daiane. 15 anos, menina fogosa e de libido à flor da pele, que espera seu segundo rebento em Senhora do Destino após ter ‘ficado’ com um garoto ainda mais jovem que ela. Na primeira gravidez, o escarcéu da mãe, e o questionamento pela razão do não uso de preservativos. Depois, qualquer tipo de proteção foi esquecido, e sequer foi recomendado. Tudo neste mundo que habitamos, vai e vem tão rápido, que uma gravidez indesejada é dos males o menor, neste caso.

Com a descoberta da mutação do vírus HIV para um tipo bem mais agressivo, e sem tratamento eficaz ainda, era de se esperar que este meio de comunicação de massa fizesse um grande alerta para a juventude proteger-se. Juventude esta que começa sua vida sexual com idade cada vez mais precoce.

É. Decidi: perco algumas frases, mas não perco o conto.Vou revalidá-lo. Coloco a idade da menina em 12 anos. Não. Treze incompletos. Doze é agressivo demais (?), quase treze soa melhor, e é mais condizente com a realidade.



Escrito por Jeanete Ruaro às 18h40
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Simples

 

É tudo tão simples

Um fardo de roupas

Jogadas num canto

Minha boca bebendo teu sumo

Tua língua traçando um rumo

Por entre meus sulcos e arestas

Tua virilidade em riste

 

É tudo tão complicado

Do que antes foi gozo,

O agora é passado

A saudade é futuro

Que já espia por frestas

E ainda nem partiste!

J/R

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 22h31
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Meu verbo não cala

resvala

no perfume

do cio

r

u

b

r

o

fio

que denuncia:

afiando as lâminas,

fatias de um mundo

caleidoscópico,

insano, meigo ou profundo,

a caneta retesa

desvirgina o instante

e engravida o papel.

O poema se faz imagem.

 

J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 09h54
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Como tudo na vida é um miscelânia, trago hoje um Mix de Sambas-enredo de 2005

 

E lá vou eu, lá vou eu.

Eu vou tomar um porre de felicidade (1)

É mais um dia de graça

Na simpatia do artista

Aquarelando ele passa

Numa expressão de amor.

E no compasso eu traço a arte, e assim,

A vida vai sorrir pra mim. (2)

 

Era uma vez...

Em um mundo encantado,

Se prepare pra sonhar...(3)

 

Recriando a criação

O samba é porta-voz

E nós podemos desatar os nós

Da desigualdade

Um mundo sem fome,

Sem dor e sem guerra

Quem viver verá (4)

 

Clareou...Anunciando um novo dia...(5)

Cada ocasião tem sabor especial (6)

Diversão faz parte

Hoje é Carnaval (7)

 

1)-Porto da pedra  2)- Viradouro  3)- Imperatriz

4)-Portela  5)-Beija-flor 6)-Grande Rio 7)-Caprichosos

Escrito por Jeanete Ruaro às 09h54
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