Mar da Poesia


   Curtos

 

Acre-doce

 

Teus lábios de mel

Teus olhos de jabuticaba:

Minha sobremesa acre-doce.

 

Corpo & alma

 

Do corpo brotam

O suor, o grito e a alegria

Que ágeis mãos desatam os enredos,

Se dos dedos da alma brotam

Inesperadamente

As pálidas flores da melancolia?

 

 

Medida

 

A água que bebo

não mede minha sede

)a saudade é o metro(

Sacio-me no teu corpo:

Líquido na medida certa.



Escrito por Jeanete Ruaro às 08h24
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O poema de hoje é dedicado para

nossa querida Loba, cujo blog está

completando um ano.

Parabéns Loba! 

 

  Metades

 

Metade de meu ser é silêncio

A outra metade, é o grito desarvorado

Tão antagônicas, as duas partes

Que nem tem jeito de metades!

                                               

Uma grita, crua, todas as verdades.

A outra, guarda do sol todo segredo

Vê a vida colorida, benze-se de aurora.

Crê no amor, o emoldura...e chora

 

Neste mundo que habito,

A que grita se faz mister

Não quer travas nem ferrolhos

Quer ter o reconhecimento

De ser a face da atual mulher.

 

J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 13h04
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Escrito por Jeanete Ruaro às 16h55
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14 de março   DIA NACIONAL DA POESIA 

 

Tão clara surgiste um dia

Como imagem que paira sobre as águas

Como a luz de um gesto calmo

Sobre o mar sereno

Em palavras brandas, mostraste o amor

Em palavras bravas, o heroísmo

Como num orgasmo infinito

Se de memória vã, sem saber teu nome

Qualquer homem te paria

Era a palavra teu símbolo exato

Sou a rosa do caminho e sou o espinho

Deus está comigo e estou em Deus

Meu nome é poesia

 

J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 19h17
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Foto: Steves-digicam

 

A manhã vestiu azul

O céu calçou cetim

Num breve rutilo,

farfalhar da seda,

escorreu solto o carmim

A chuva não chegou,

deixei de sorrir

O amor?

O amor não quis deserto

Gota a gota, sucumbiu

e encontrou o seu fim



Escrito por Jeanete Ruaro às 13h26
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       Busca

 

Não delimito minhas palavras

Nas fronteiras das folhas

No instante verde as letras

Resvalam das bordas

 

Enquanto a explosão matura,

O que sou?

Talvez eu seja o vento, pó sem chuva

Talvez eu seja puma

Ou pluma, apenas

Talvez comporta

Nas idas e vindas de um povo convulso,

Abrindo as portas, a permitir

O nascer aflito de um singelo lírio da paz.

 

J/R

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 16h43
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Escrito por Jeanete Ruaro às 23h17
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Escrito por Jeanete Ruaro às 15h23
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