Mar da Poesia


Tinha poesia

Com portas abertas para o vento

Tinha poesia

na palma da mão e na ponta dos dedos

Tinha poesia com desejo de chuva miúda

Era preciso correr atrás do sonho

Quando o sonho disse não, (raios)

a poesia evaporou-se

Leito de coivara queimada

O poema aguarda o poeta

(o cansaço ainda embala cinzas)

 

J/R

 

Um probleminha de coluna com algumas ‘oses” radiografadas

 que sequer consigo entender, estão me tirando temporariamente

do convívio do amigos da net. Beijos a todos

 



Escrito por Jeanete Ruaro às 09h18
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Mormaço temporão

 

Na tarde dadivosa

de veranoso

mormaço temporão,

o amor outonal (primaveril)

adoça nossos corpos.

 

É estação de enraizar.

 

É paixão outonal sem torrente,

nem sofreguidão pela posse

É terra que se entrega

ao perfume poético do cio.

Vertente de pré-inverno, pré-estio

 

É fruto que já sorvemos

e continuamos a sorver

Semente que já semeamos,

lentamente, com a sabedoria

de quem aprendeu a viver.



Escrito por Jeanete Ruaro às 08h40
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Apenas um toque. Leve, muito de leve

 

Quando...

Na tarde ociosa, teu sorriso fútil

Inverte os olhos, que dizes tão teus...

 

Eu pelo menos  pudesse ter,

À memória, o recurso de

Qualquer memória

Em mim corpórea

De um afago teu,

Seria sagrado: Eu deixaria de ser ateu.

 

Se em mim tocasses

Leve, muito de leve,

Talvez no espaço

Por instante breve

Nova estrela fosse nascer,

No universo etéreo.

E sem mistério, eu conseguisse

Te amar  ainda mais.

 

J/R



Escrito por Jeanete Ruaro às 15h34
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Chegada

 

A primeira vez

 Pintei flores na espera

O tempo trançando os cabelos da lua

Superou a noite

Ajardinei-me com a esperança

Do anjo que semeou o dia,

E colheu amor

E chegaste. Trinado de sonhos,

Pássaro, promessa e ninho

Estação calmosa, capaz de soma

Pouso manso, suave doma

Ao desvirginar a flor.

 

      *

Da rosa

Há um rumor

De lábios no toque

Há um rumor

De pele a pele no toque

Há um rubor

De aguardo, na pétala



Escrito por Jeanete Ruaro às 21h24
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