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Quero
Destrinçar teus cabelos
E trinçar nossos anelos
Há tanto perdidos
Desvelar a tarde
E guardar do sol os tons de ouro
Que cobrem o rio
Desvincar o rosto
Esquecer qualquer desgosto
E explorar sorrisos
Desvirginar dezembro
E se puder, (se bem me lembro
como se faz,)
Retirar do alforje em janeiro,
a esperança e a paz.
Escrito por Jeanete Ruaro às 09h47
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Acércate
Não dista
Acércate más...
y más...
Restringe
a luz do sol ao último raio do dia
Infesta
o rio,
e os galhos do arvoredo
com frestas de prata
Dança
a dança das horas
e tatua
meus olhos com salpicos
de estrelas
Banha-me
Depois...Colhe
retalhos do véu da noite e cose-o
como lingerie negra
e me veste, como quem nada quer
Serei viúva do sol
Sou de lua!
Escrito por Jeanete Ruaro às 09h42
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Curtos
Agridoce
Teus lábios de mel
Teus olhos de jabuticaba:
Minha sobremesa agridoce.
Corpo & alma
Do corpo brotam
O suor, o grito e a alegria
As penas...A alma desfia
Samádi
Teu amor é assim:
Sem armas, front, ou guerra
Sem feridas.
Paz na terra.
*Samádi - Última etapa do yoga, compreensão do curso normal da existência.
Escrito por Jeanete Ruaro às 22h20
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Entre peles
Não há lamento,
na voz do vento.
Há farfalhos
Que secam a verve
nos poros da pele,
e incitam as pálpebras
à rapidez de asas,
num bater silencioso
No desatrevimento
de um vento mudo
entre a minha e a tua
pele nua
nada.
exceto o tesão
que se urde entre o suor
e a luz, na palavra
que os olhos não negam
: gozo
J/R
Escrito por Jeanete Ruaro às 10h08
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Tormenta
Fustigas
Com sede de caça
Meus olhos pela íris
Lenta, quero a quietude
E, por pirraça,
Encontro
No fim do começo,
Raios!
O sol guardado em (dor)tormenta
Chuva copiosa
Junção de lágrimas
E gotas...
Muitas gotas..
Escrito por Jeanete Ruaro às 09h21
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