Mar da Poesia




Escrito por Jeanete Ruaro às 22h22
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Amor sem freio

 

Encilha teu cavalo alado

E propaga este amor a galope pelo infinito

Mas, deixa este amor livre.

Não lhe apertes o arreio

Não o puxes pela rédea

O amor não gosta de freio

O amor prefere andar solto

Ainda que às vezes, revolto

Não o deixe exposto à maldade

do fuxico alheio.

Ele quer a certeza

Quer a verdade, nua e crua

Ainda que doa.

Ama assim, e faz deste amor o espelho da tua vida.

O reflexo da liberdade não mascara o galope do amor.



Escrito por Jeanete Ruaro às 14h50
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Escrito por Jeanete Ruaro às 14h24
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Tu, lágrima

 

Vieste...

Contornando o globo, 

salgando a íris.

Descendo

a escada da face

dilatando os poros

e delimitando as fronteiras

das espinhas.

          *

Desenhando a tua estrada

por entre o peso da maquiagem

até repousares afinal

como um frágil

cristal aquecido,

no vão da canaleta

entre meus seios.

E ali te quedas, no aguardo

de  um sutil movimento meu.

JR 

 

Bagaço

 

Borrando a maçã do rosto

A lágrima líquida

Liquida o frescor da fruta

 

JR



Escrito por Jeanete Ruaro às 09h25
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Sem

 

Ele guardava as lágrimas no fundo dos olhos ressequidos. Buscava em partículas de ar o motivo de ser. Ofegava. Amanhecia, era preciso correr, antecipar-se aos outros para catar os resquícios sobrantes de outras mesas. (O lixão é concorrido para os sem.) As pernas continham a pressa da pele solitária e enrugada, último vestígio de que um dia houvera carne sobre os ossos ora semi-retorcidos. A boca escancarava a ausência de dentes, igual ao tamanho da fome. Comida. Só procurava comida, quando a morte destronou-lhe o sonho e o tangeu. Uma folha de jornal trazida pelo vento se acomodou sobre os seus pés. A  figura projetava lauta ceia natalina: Peru com castanhas, torta de nozes, sorvetes e vinho. Todos riam. Papai Noel ria na estampa, rostos bem aquinhoados riam, detentores do poder riam...(-se).

Na toca da boca do defunto ‘sem’, um enxame de moscas, brancas, verdes, azuis e amareladas aguardava ululante pelo início da festa assim que o sol nascesse.  



Escrito por Jeanete Ruaro às 22h55
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