Maria da noite
Amanhecia. Ela voltava. No braço, trazia três cortes.
Nos cabelos, uma Dama da noite. Fechada. No ventre,
dois pares de pezinhos começavam a mover-se,
criando uma brincadeira chamada inocência. Na boca?
Sorriso nenhum com sabor absinto.
Maria: O ballet
Sobre a pele alva de Maria
baila a sedosa navalha
(ballet, sapatilha sobre fio)
A veia silente escancara
uma rosa escarlate
O fim a presa abate
e coagula o cio
O pano cai
Do piano extrai-se Mozart
A turba aplaude
Nada vêem,
Mas a morte é arte
Escrito por Jeanete Ruaro às 15h07
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